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Geral - 27/05/2010
Faleceu pioneiro de TI em SC

Foto arquivo pessoal Rosângela Balzan: Maurício Mugnaini e Ingo Greuel na comemoração dos 40 anos da Cetil, em 2009 

Faleceu nesta quinta-feira à tarde, em Blumenau, aos 74 anos, Ingo Greuel, um dos pioneiros da Tecnologia da Informação em Santa Catarina ao fundar, junto com Décio Salles, em março de 1969, a Cetil, que viria a se transformar no maior birô de informática do Brasil antes do advento do microcomputador.
A Cetil foi uma verdadeira escola, tanto que a maior parte das atuais empresas de TI da região de Blumenau (Vale do Itajaí) foi criada por ex-colaboradores, além de ter sido mentora da implantação do curso de Informática na Universidade Regional de Blumenau (Furb).
Greuel foi um dos fundadores do Seprosc – Sindicato das Empresas de Informática de SC – e seu primeiro presidente. Após transferir o controle da empresa, no fim da década de 1980, ocupou a presidência do BESC – Banco do Estado de Santa Catarina. Greuel deixou três filhos, cinco netos e três bisnetos. Seu corpo será cremado nesta sexta-feira em Balneário Camboriú.

O presidente da Fenainfo, Maurício Mugnaini, também iniciou sua carreira na área de TI na Cetil, onde ocupou as funções de gerente e diretor por 10 anos, sempre sob a coordenação de Ingo Greuel. Mugnaini envia seus mais sinceros sentimentos de pesar à família Greuel e, por estar retornando ao Rio de viagem a serviço da entidade que preside, não poderá chegar a tempo ao velório do amigo.
 

Abaixo, relatos publicados na imprensa a respeito da carreira de Ingo Greuel:

“No fim da década de 1960, empresários, blumenauenses da área têxtil optaram pela modernização do setor. Viagens aos Estados Unidos possibilitaram o conhecimento mais aprofundado em tecnologia da informação. Ingo Greuel e Décio Salles realizaram o curso de processamento de dados na América do Norte, incentivados pelo empresário Hans Prayon.
De volta ao Brasil, os diretores das empresas têxteis sugeriram mudanças e modernizações nos sistemas das empresas. “Porém, após 1964, devido à ditadura militar, o governo fechou o mercado para entrada de equipamentos de grande porte”, registra Coelho. A solução foi criar o Centro Eletrônico da Indústria Têxtil (Cetil), a fim de enviar um projeto junto à Secretaria Especial de Informática (SEI), solicitando computadores e equipamentos para a instalação da nova tecnologia.
A Cetil, fundada em 12 de março de 1969, contava, naquele momento, com as seguintes empresas associadas: Cremer, Karsten, Hering, Sulfabril, Teka, Renaux, Haco, Malharia Indaial, Altona, Industrial Garcia, Schlösser e Malharia Blumenau. Com a união dessas indústrias, a maioria do setor têxtil, muitas parcerias foram criadas, inclusive para a implantação do primeiro curso de Processamento de Dados da Universidade Regional de Blumenau (Furb), em 1975.
Entre os anos de 1975 e 1991, a Cetil transformou-se na maior empresa de informática da América Latina. Com filiais em todos os 27 estados do Brasil, a empresa possuía 3,5 mil funcionários, com o objetivo de processar, fazer consistência, procurar erros em sistemas e emitir relatórios. Da indústria têxtil, a Cetil também passou a atuar na indústria financeira.
(Revista Tie Brake, do Tabajara Tenis Clube, de Blumenau, edição 38, março de 2009 – entrevista com Roberto Coelho, atual diretor presidente da Cetil)

“Por que uma cidade situada no interior de Santa Catarina, rodeada por vales que não o de Silício, e cuja tradição econômica é a indústria têxtil, tem também como vocação o desenvolvimento de softwares? A ponto de suas 244 empresas empregarem direta e indiretamente 3.754 pessoas (dados Blusoftt), com faturamento médio de R$ 100 milhões/ano, o equivalente a 2,4% da receita brasileira no setor, com 5,4% software houses existentes no país?
Bem, para contar esta história é preciso recuar até 1969, quando dois jovens tiveram a coragem de querer introduzir a Blumenau onde a maior tecnologia eram os teares mecânicos, uma das novidades do primeiro mundo na gestão de negócios, o processamento de dados.
Hans Prayon, um dos herdeiros da indústria Hering tinha acabado de voltar a Blumenau depois de anos graduando-se em engenharia na Europa. Ingo Greuel fora funcionário do Banco do Brasil e também retornava de um período em que trabalhara numa instituição financeira alemã. Ambos viram no exterior as maravilhas que aquelas enormes e até certo ponto misteriosas máquinas eram capazes. Do encontro de ambos surgiu o Cetil.
A idéia era montar uma prestadora de serviços às mantenedoras. E assim nascia não só o que se tornaria nos anos 80 o maior bureau de informática do Brasil, como também a raiz do pólo de tecnologia de Blumenau. Ingo Greuel, hoje aos 64 anos, está aposentado. É uma espécie de Bill Gates da cidade.
Bem sucedida, a Cetil cresceu. Nos primeiros anos e dada a inacessibilidade do que representava os computadores, eles eram obtidos apenas no sistema de locação - nem leasing faziam, afirma Greuel. A primeira máquina que a tal associação comprou era tão grande e pesada que teve que ser levantada com um guindaste emprestado da empresa de energia, para ser colocada dentro do prédio onde funcionaria.”
(Jornal A Notícia, de Joinville, edição de 3 de junho de 2000)

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